Todo desenvolvedor Rails já passou por isso. Você precisa criar um card simples do Bootstrap. Primeiro, você faz direto na view. Depois, precisa do mesmo card em outra página, então extrai para um partial. Até aí, tudo bem. Mas logo começam as exigências: um card precisa de um rodapé opcional, outro precisa de um título de cor diferente, e um terceiro recebe um bloco inteiro de formulário no corpo.
Para lidar com essa variação, a saída comum é injetar uma lógica pesada de condicionais dentro do seu arquivo .html.erb (o que é péssimo de ler e manter) ou criar dezenas de helpers globais. Eu já trabalhei em projetos gigantes de gestão pública e vi de perto o inferno que é ter módulos e mais módulos de helpers colidindo, difíceis de testar e que exigiam prefixos para não quebrar a aplicação inteira.
Quando o front-end vira uma zona, muitos desenvolvedores acabam acreditando que a única saída é jogar o HTML fora e inflar a stack com uma SPA em React. Não precisa. O Rails tem uma resposta muito mais simples, se você souber organizar a sua arquitetura.
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